domingo, 15 de abril de 2012

Resumo do texto: O pensamento curricular no Brasil


Resumo do texto: O pensamento curricular no Brasil – Livro (Cultura, Memória e Currículo)

Alice Casimiro Lopes – Professora adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Elisabeth Macedo – Professora adjunta da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

            As primeiras preocupações com o currículo, no Brasil, datam dos anos 20 e foi marcado pela transferência instrumental de teorizações americanas. Já na década de 80, o pensamento curricular brasileiro se fortaleceu, sendo influenciado pelos trabalhos de pesquisadores brasileiros.
            No início dos anos 90, os trabalhos buscavam a compreensão do currículo como espaço de relações de poder. As proposições curriculares cediam espaço a uma literatura mais compreensiva do currículo, de cunho eminentemente político.
            No fim da primeira metade da década, o pensamento curricular começa a incorporar enfoques pós-estruturais e pós-modernos, que convivem com discussões modernas. E na segunda metade, surge há a presença de um hibridismo. Já nos últimos anos, sobre o descritor currículo, há uma multiplicidade de estudos.
            Considera-se que o campo do currículo se constitui como um campo intelectual, no qual se produz teorias sobre o currículo.
            Hibridismo: a marca do campo do currículo
            Analisando a produção de currículo no Brasil, são tomados por base, três grupos principais:
1.      Perspectiva pós-estruturalista: Produções oriundas do grupo de Currículo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Tomaz Tadeu da Silva).
- (Silva, 1992) – Tomaz Tadeu tem como objeto centra a análise das conexões entre os processos de seleção, organização e distribuição dos currículos escolares e a dinâmica de produção e reprodução da sociedade.
- (Silva, 1993) – São identificadas a preocupação em integrar análise e ação política, especialmente centrada em alternativas curriculares.
- Em síntese, Silva defende que as teorizações pós-estruturalistas sejam problematizadas, tendo por referência os princípios fundamentais da Teoria Crítica da Educação e seu projeto político.
- Por fim, salienta como o pós-estruturalismo corre o risco de nos manter presos às micronarrativas.
- Silva desenvolveu trabalhos com as metáforas currículo como fetiche, como representação e como práticas de significação.

2.      Currículo e conhecimento em rede: A discussão sobre conhecimento em rede ganhou destaque nos estudos em currículo a partir da metade da década de 1990. São produções provenientes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Nilda Alves) e da Universidade Federal Fluminense (Regina Leite Garcia).
- Lançamento de uma coleção de livros denominada “O sentido da escola” – discussão sobre o conhecimento em rede e cotidiano escolar.
- Referencia em bibliografia francesa. (Certeau, Morin ...).
- Seguem estudos de Alves na área curricular, que se concentravam na categoria cotidiano e em discussões sobre formação de professores.
- (1985) – Discussão sobre alterações nos cursos de formação e professores.
- (1992) – As ideias de currículo com uma base comum nacional e com eixos curriculares articuladores das experiências de formação deram origem a uma proposta curricular na Universidade Federal Fluminense.
- Inicia-se, então, a partir dos primeiros anos da década de 1990 uma maior elaboração teórica da concepção de rede de conhecimentos, entendida como ferramenta capaz de auxiliar na tessitura de alternativas curriculares.
- Ao trabalhar os contextos cotidianos como espaços de tessitura do conhecimento sobre currículo nesses projetos de pesquisa, Alves e Oliveira introduziram as discussões de Santos (1995 e 2000) sobre múltiplos contextos que constituem o sujeito enquanto redes de subjetividade.

3.      História do currículo e constituição do conhecimento escolar: Os estudos sobre conhecimento escolar e currículo se constituíram, no final da década de 1980, em um dos principais núcleos em torno do qual a discussão teórica sobre currículo se desenvolvia no Brasil.
- Encaminham-se em duas linhas de pesquisa: o estudo do pensamento curricular brasileiro e o estudo das disciplinas escolares.
- Em estudo inicial, realizado entre 1984 e 1988, Moreira (1990) propõe-se a estudar o campo do currículo no Brasil de sua emergência ao final dos anos 1980, focalizando a influência estrangeira nas teorias e práticas de currículo.
- Entre 1994 e 1996, o grupo coordenado por Moreira buscou repensar o conceito de transferência.
- A segunda linha de trabalho deste grupo, se encaminha no sentido da história das disciplinas escolares.
- As investigações sobre as disciplinas escolares articulam-se também às análise sobre a constituição do conhecimento escolar.
            Tendências
            O processo de hibridação ocorre com a quebra e a mistura de coleções organizadas por sistemas culturais diversos, com a desterritorialização de produções discursivas variadas, constituindo e expandindo gêneros impuros.
            Uma das principais marcas do pensamento curricular brasileiro atual é mescla entre o discurso pós-moderno e o foco político na teorização crítica.
            

Um comentário:

  1. Fez um bom resumo do texto lido...senti falta de um fechamento que deixe uma abertura para o leitor continuar refletindo sobre o assunto.

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